Conhecimento, Tecnologia e Estratégia

Coordenadora:

Profª.  Doutora Helena Gonçalves (ADVANCE)

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O grupo de investigação CTE desenvolve cinco áreas principais de investigação: a primeira foca sistemas de informação para a gestão; a segunda aborda questões sobre marketing e estratégia; a terceira observa as dinâmicas da inovação; a quarta concentra-se em competências profissionais; e a quinta analisa questões de governança em tecnologia e ciência.

No geral, este grupo pretende estudar a interação entre conhecimento e tecnologia ao nível organizacional e societal. Ele analisa a dinâmica dos processos sociotécnicos, dando especial atenção à dinâmica sociopolítica; redes locais e globais envolvidas na produção; e a troca, integração e utilização de conhecimentos tecnológicos, científicos e outros. Assente neste amplo espectro de intervenção, o grupo pretende compreender a forma como os indivíduos, as organizações, a indústria, as ONGs, as regiões e as nações estão a mobilizar a criatividade e a invenção para alcançar e sustentar o crescimento.

A principal assunção é de que a ciência e a tecnologia são factores intrínsecos à sociedade, instituições e cultura organizacional. No entanto, a tecnologia não deve apenas ser entendida enquanto factor económico ou comercial, externo ao comportamento humano ou às organizações. A tecnologia é, portanto, considerada numa perspectiva mais ampla, que não se limita aos objectos, máquinas e sistemas, mas se reporta antes às competências, ao conhecimento e à ciência, incluindo a noção que as pessoas têm da tecnologia – isto é, a maneira como as pessoas pensam e constroem os sistemas tecnológicos. Pode dizer-se que este grupo de investigação procura abordar a tecnologia e a ciência, não de um ponto de vista, mas a partir de muitas perspectivas diferenciadas, com competências de investigação variadas e baseando a sua investigação sobre uma gama diversificada de metodologias.

O grupo já possui experiência de investigação nestes tópicos, mas até agora no âmbito de um enquadramento disciplinar. Tem-se reforçado a noção da actual importância crítica da tecnologia (e-business, relações interorganizacionais, transferência de conhecimento e o uso da Web como estratégia de marketing), da centralidade das organizações e da premência do conhecimento (co-criação de conhecimento entre academia e mercado, marketing baseado na ciência/inovação e novas formas de inovação). Além disso, a concepção de ciência e tecnologia adoptada está longe de ser a definição clássica da sociologia e da economia. Ciência e tecnologia “incluem todos os modos organizados de criar, expressar e utilizar o conhecimento sistemático e know how: local, formal, institucional, organizacional, profissional, tácito e doméstico, material e tangível, simbólico e subjetivo, de sistemas tecnológicos de qualquer escala em qualquer período histórico” (Hackett, 2012).

No entanto, para o período de 2015-2020, este grupo pretende optar por uma abordagem mais interdisciplinar. A nossa perspectiva é a de que precisamos de estudar e compreender a inovação tecnológica, científica e cultural no campo alargado das sociedades contemporâneas, a fim de melhorar os sistemas organizacionais, institucionais e societais. Como potenciar o comportamento humano para alcançar sistemas tecnológicos mais eficientes? Como usar e aplicar o conhecimento para o sucesso do planeamento estratégico e do marketing? De que forma pode a tecnologia superar a imaginação humana e, ainda assim, lidar com riscos ou percepções e comportamentos humanos que ainda não são totalmente compreendidos pelos cientistas e pela opinião pública?

Os investigadores deste grupo têm diferentes origens e competências científicas, que constituem a força da equipa. O objetivo central do grupo é consolidar os principais eixos de investigação e fomentar a colaboração. Para cada área, as principais palavras-chave do grupo são: conhecimento, tecnologia e inovação, sempre analisados em vários níveis – meso, macro e micro.

Finalmente, o KTS assume que, a partir de uma abordagem interdisciplinar, os objetos de estudo podem ser descritos a partir de diferentes perspectivas e domínios. Esse compromisso será operacionalizado através do incremento das metodologias transdisciplinares em projetos de investigação futuros e através da utilização de metodologias quantitativas e qualitativas.

 

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