Quem somos

Perante as novas exigências colocadas às actividades de I&D, quatro das unidades de investigação do ISEG/ULisboa – SOCIUS (Centro de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações), ADVANCE (Centro de Investigação Avançada em Gestão), CESA (Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina) e GHES (Gabinete de História Económica e Social) –, decidiram em 2013 constituir uma nova unidade, o CSG/Investigação em Ciências Sociais e Gestão. O objectivo desta associação foi reunir numa mesma estrutura um conjunto de investigadores que partilham uma concepção semelhante do estudo da realidade socioeconómica e organizacional, aumentando a massa crítica e potenciando a complementaridade de abordagens. A investigação por eles praticada integra as variáveis sociais e comportamentais na compreensão de fenómenos complexos, cuja particularidade decorre ainda do espaço e do tempo em que se situam. Entende-se que a associação destes investigadores permite o cruzamento das suas concepções de pesquisa, articulando-os nos mesmos grupos e linhas de investigação, criando eventos comuns e gerando mais oportunidades de trabalho conjunto – numa palavra, permitindo o avanço científico nas suas áreas e a melhor disseminação e transferência de conhecimento para a sociedade.

Esta nova estrutura de investigação assume-se como abertamente interdisciplinar, reunindo as áreas científicas das unidades de I&D associadas – sociologia económica e das organizações, economia, gestão, finanças, estudos de desenvolvimento, história económica e social – e, em menor grau, outras áreas das ciências sociais – como a demografia, antropologia económica, psicologia social e das organizações e direito económico. Ao mesmo tempo que se desenvolverão estudos com uma natureza disciplinar bem marcada – exigência que decorre do ambiente institucional em que a ciência é construída –, serão multiplicadas as abordagens integradas, em que nenhuma matriz disciplinar seja dominante, e que permitam uma compreensão alargada dos problemas complexos e a melhor aplicabilidade das recomendações propostas.

Os investigadores reunidos no CSG acreditam que o estudo da realidade socioeconómica e organizacional contemporânea exige uma perspectiva ampla e integrada, que não se circunscreve às especializações científicas tradicionais. O estudo da economia e das organizações carece de uma leitura aprofundada, que entenda os mecanismos agregados que condicionam as decisões humanas, o funcionamento das instituições e os comportamentos dos agentes económicos. A compreensão dos agentes deve conjugar a perspectiva da racionalidade individual com os factores de limitação e enviesamento da racionalidade, bem como com a acção de base não racional. Uma vez que os mercados não funcionam fora do contexto societal, o seu estudo deve ser conjugado com o do Estado, organizações do terceiro sector e relações sociais em geral. As perspectivas de justiça, equidade e sustentabilidade devem ser introduzidas no debate. E as dinâmicas actuais e de curto prazo não podem ser dissociadas das históricas e de longo prazo. A necessidade de integração entre disciplinas é também de natureza metodológica. Devem ser combinadas as abordagens estatísticas e de larga escala com as qualitativas e de pequena escala, ambas frequentemente usadas pelos cientistas sociais.

Este tipo de abordagem à realidade socioeconómica e organizacional não é novo no ISEG. Antes de mais, o ISEG sempre se caracterizou por ser uma escola teórica e metodologicamente plural. As diferenças de concepção e análise da realidade económica têm sido expressas tanto por uma grande variedade de abordagens científicas nesta área, como pela vasta presença de outras ciências sociais no ensino e na investigação, com relevo para a sociologia, história e direito. Para além disso, têm sido desenvolvidas nos últimos anos abordagens explicitamente integradoras, que se têm posicionado na vanguarda de algumas correntes teóricas contemporâneas. Este é o caso, por exemplo, da investigação em sociologia económica e das organizações desenvolvida no SOCIUS, que tem vindo a ocupar uma posição estratégica em várias redes científicas nacionais e internacionais.

O CSG visa, ainda, reforçar a articulação com as actividades de ensino, potenciar a cooperação com o meio envolvente e desenvolver as relações internacionais. Em relação ao ensino, a nova unidade permite interligar e criar sinergias entre os actuais programas doutorais em Sociologia Económica e das Organizações, Gestão, Estudos de Desenvolvimento e História Económica e Social do ISEG, para além de outras participações na formação pós-graduada. O objectivo é realizar uma formação mais adaptada às exigências da carreira de investigação, sem esquecer a importância da integração dos doutorados no meio socioeconómico envolvente. Quanto aos resultados práticos da investigação, pretende-se manter e reforçar a articulação entre a teoria e a prática, e entre a investigação fundamental e a investigação aplicada. É prioritária a cooperação com o meio económico e empresarial, bem como a ligação às políticas públicas, de modo que o CSG seja uma voz credível e um actor social independente que sirva de referência para os decisores nacionais e europeus. Em relação ao espaço internacional, as numerosas redes em que estão inseridos os investigadores permitem dar um grande alcance geográfico à sua actividade. Para além da Europa, existe uma vitalidade importante na relação com os países de língua portuguesa, dada a importância das relações com o Brasil, países africanos de expressão portuguesa, Timor-Leste e Macau.

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