Projectos de Investigação Nacionais com Fundo Específico

Projectos de investigação aprovados em 2018

SMELeaderBanks

Certificação (rating) de PMEs, Financiamento e Relação com os Bancos: Avaliação das Consequências do Programa PME_LIDER em Portugal 2008-2016 para PMEs e Bancos

Este projecto debruça-se sobre o programa de políticas públicas de certificação (rating) de pequenas e médias empresas (PME) que foi introduzido em Portugal em 2008 por uma agência governamental (IAPMEI), em conjunto com um grupo de bancos e o sistema nacional de garantia mútua. Conhecido como SME-Leader, o programa ganhou visibilidade internacional adicional depois de ganhar o European Enterprise Promotion Award da Comissão Europeia, em 2016. Este estudo permitirá compreender os efeitos reais do programa para as PMEs que são certificadas, incluindo acesso a financiamento, investimento e desempenho, bem como possíveis externalidades de rede para empresas que possuem vínculos comerciais com essas empresas.

IR: Clara Raposo (ADVANCE/CSG/ISEG – ULisboa)
Co-IR: Cláudia Custódio (Nova School of Business and Economics)
Diana Bonfim (Banco de Portugal)

FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia

Para Além das Redes de Inovação: Portugal

Este projecto visa compreender a relação entre dois modos de inovação baseados no conhecimento e na aprendizagem (ou seja, a ciência, tecnologia e modo de inovação e o modo de fazer, usar e interagir) e as redes sociais onde o processo de inovação ocorre. Além disso, pretende recolher e analisar dados de redes de inovação em Portugal, de forma a contribuir para o conhecimento, que é escasso, sobre inovação na economia portuguesa.

A investigação decorrerá em três etapas:

1) propor modelos conceptuais para a agência e estrutura das redes de STI e DUI com base numa extensa revisão bibliográfica;

2) montar modelos empíricos para a agência e estrutura de redes de STI e DUI através de análise de redes sociais e estudos de casos múltiplos;

3) testar os modelos empíricos da segunda fase através de um inquérito a uma amostra de empresas portuguesas.

FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia

Business4SDGs

O Sector Privado e a Inovação para o Desenvolvimento Sustentável

O projeto, constituído de dois Estudos e um Seminário Internacional, visa analisar de perto como podem os atores estatais e não estatais de cooperação para o desenvolvimento estabelecer sinergias na promoção da inovação para o desenvolvimento internacional. O trabalho irá focalizar-se nomeadamente no papel do setor privado, que se tem afirmado como um parceiro crucial para cumprir a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, dando seguimento às recomendações do Fórum de Busan para a Eficácia da Ajuda em 2011 e da Conferência Internacional sobre o Financiamento para o Desenvolvimento de 2015.

Camões – Instituto da Cooperação e da Língua & Fundação Calouste Gulbenkian

Aid2Growth

Da redução da Pobreza ao Crescimento Económico: Ajuda, Interesses Empresariais e a Agenda 2030-Objectivos de Desenvolvimento Sustentável

Este projecto analisa a forma como os doadores ricos estão, progressiva e explicitamente, a transformar as suas políticas de ajuda internacional (APD) para apoiar os seus interesses comerciais e empresariais. Desde os anos 1960s, subsídios e empréstimos concessionais (ou mais simplesmente APD), têm sido o principal tipo de ajuda oficial oferecido pelos doadores ricos, em conjunto com o perdão da dívida e assistência técnica. Mas a APD já não é a principal fonte de finança para o desenvolvimento da maioria dos países em desenvolvimento, suplantada agora por fluxos financeiros privados: investimento directo estrangeiro (IDE), remessas e filantropia. No seio do Comité de Ajuda ao Desenvolvimento (CAD) da OCDE, os doadores ricos estão a debater a modernização da APD de modo a incluir instrumentos do sector privado (ISP). Isto segue-se a um período de austeridade orçamental após a crise financeira de 2008 e duas importantes conferências internacionais sobre a APD: Busan (2011) e Addis Ababa (2015).

IR: Luís Mah (CEsA/CSG/ISEG-ULisboa)
Co-IR: Pedro Miguel Raposo de Medeiros Carvalho (CEsA/CSG/ISEG, ULisboa)
Soyeun Kim (Sogang UniversitySeoul, Seoul, South Korea);
Elsje Fourie (Maastricht University);
Emma Mawdsley (University of Cambridge Centre for Gender Studies);
Yang Jiang (Danish Institute for International Studies)

FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia

AFRO-PORT

Afrodescendência em Portugal: Sociabilidades, Representações e Dinâmicas Sociopolíticas e Culturais. Um Estudo na Área Metropolitana de Lisboa

Numa altura em que se celebra a Década dos Afrodescendentes (2015-2024), proclamada pela ONU é de alta relevância social e académica/científica abordar o tema em Portugal. A ONU considera que “as pessoas de ascendência africana ainda têm acesso limitado à educação de qualidade, serviços de saúde, habitação e segurança social. (…) A sua situação permanece em grande parte invisível e é insuficiente o reconhecimento do esforço em busca de reparação para a sua condição atual. Além disso, são discriminadas no acesso à justiça e apresentam taxas alarmantes da violência policial associada a perfis raciais”. Neste projeto propomos caracterizar a população portuguesa de origem africana cuja autoidentificação como afrodescendente orienta a sua participação no cenário social português.

IR: Iolanda Maria Alves Évora (CEsA/CSG/ISEG – ULisboa)
Co-IR: Inocência Luciano dos Santos Mata (FLUL)
Pedro Schacht Pereira (The Ohio State University);
Jessica Waleska Fernandez Norales (PhD Student CEsA/ISEG);
Sadik Sultanali Habib (The Institute of Ismaili Studies, UK);
Simone Amorim;
Rik Apolo Pereira Sanches de Carvalho.

FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia

Dívida Soberana e Crédito Privado em Portugal (1668-1797)

Este projecto estuda a relação entre a dívida soberana, os mercados de crédito interno e a economia colonial em Portugal entre 1668 e 1797. O projecto destina-se a testar uma hipótese específica, nomeadamente a credibilidade do Estado, que dependia de fontes de receitas coloniais dinâmicas, exclusão de fundos privados, afectando certos grupos sociais e/ou a disponibilidade de capital para investimento.

A confirmação dessa hipótese exige a reconstrução de:

a) mudanças nos stocks da dívida pública, nas fontes de receita atribuídas ao serviço da dívida, nas taxas de juros e na distribuição social da dívida pública;

b) analisar o impacto destas alterações nos credores, nomeadamente nos principais players dos mercados de crédito públicos e privados: e.g. as Misericórdias. As contas preservadas destas instituições (a do Porto inter alia) proporcionam um ponto de vista único sobre a forma como as alterações na gestão da dívida pública afectaram a oferta de crédito a mutuários privados.

IR: Leonor Freire Costa (GHES/CSG/ISEG – ULisboa)
Co-IR: Isabel Cristina dos Guimarães Sanches e Sá (ICS, Universidade do Minho)
António Maria Braga de Macedo de Castro Henriques (CEPESE)

FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia

Woman on boards

Mulheres nos Órgãos de Gestão das Empresas: Uma Abordagem Integrada

O tema deste projeto assume particular relevância e atualidade na sociedade portuguesa, dada a sub-representação de mulheres nos órgãos de gestão das empresas e a proposta de lei que estabelece o regime de representação equilibrada entre mulheres e homens nos órgãos de administração (CA) e fiscalização do setor público empresarial (central e local) e das empresas cotadas em bolsa (aguardada para Janeiro de 2018). De acordo com dados estatísticos referentes a 2016, as mulheres representam apenas 8% dos membros dos CA das 500 maiores empresas, 14% no caso das maiores empresas cotadas em bolsa e 26% no universo do setor empresarial do estado (média dos valores referentes a empresas sob a tutela do governo central e municipais).
Este será o primeiro estudo compreensivo sobre mulheres nos órgãos de gestão das empresas, ancorando-se numa abordagem integrada. O estudo procura, desde logo, contribuir para o avanço do conhecimento a partir da integração de contributos da Sociologia, dos Estudos de Género, da Gestão e das Finanças, e da articulação entre métodos de investigação qualitativos e quantitativos. Procura, ainda, triangular os níveis de análise macro, meso e micro. Depois, está concebido para integrar “inputs”, processos e resultados; ou seja, além da caracterização exaustiva do perfil dos membros (“inputs”) dos órgãos de gestão das empresas abrangidas pela Lei, procurará apreender se o equilíbrio numérico é gerador de uma maior igualdade – quer nas dinâmicas sociais inerentes ao funcionamento dos órgãos de gestão (“processos”), quer no alcance dos respetivos resultados (“outcomes”). A igualdade de género pode ser aferida a partir de vários parâmetros; neste estudo, procura-se atender: ao grau de influência exercido por mulheres e homens relativamente a matérias operacionais, estratégicas e de supervisão; à igual oportunidade para ocupar cargos executivos, o lugar cimeiro (presidência) e outros cargos de gestão proeminentes; e à oportunidade de ampliar o capital social e de obter iguais recompensas financeiras (incluindo na sua componente variável). Relativamente aos resultados, procurar-se-á compreender quais os efeitos de um maior equilíbrio de género na revisão das políticas, processos e práticas das respetivas empresas, no sentido da promoção de modelos de organização e de culturas de trabalho inclusivas do ponto de vista do género. Procurar-se-á também compreender de que modo é que as representações sociais de género estão incrustadas (“embedded”) no mercado de capitais, observando a reação dos mercados ao novo enquadramento legal, a partir da metodologia “event study”. Por último, visa integrar a teoria, a evidência empírica, as políticas e as práticas sociais através da institucionalização de um “think tank”. Este envolverá actores-chave (“stakeholders”) na definição de recomendações, soluções e estratégias para promover e consolidar a igualdade de género nas empresas e na sociedade portuguesa.

FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia

CRiCity

As Crianças e o seu Direito à Cidade: Combater a Desigualdade Urbana através do Desenho Participativo de Cidades Amigas das Crianças

Embora a investigação sociológica tenha demonstrado a importância do espaço e do ambiente para a vida das crianças, nomeadamente para a sua saúde, mobilidade independente, abordagem dos problemas sociais, identidade social, sentimento de segurança e impacto geral em questões de igualdade e equidade, as crianças ainda são raramente incluídas no planeamento urbano. Consequentemente, faltam às cidades lugares públicos seguros para estas passearem, brincarem e construírem relacionamentos saudáveis com o meio ambiente. Este projecto visa combater esta desigualdade através de uma abordagem participativa, investigando as relações das crianças com os espaços públicos urbanos nas duas principais cidades portuguesas (Lisboa e Porto), que são também dois importantes focos turísticos. Tanto Lisboa com o Porto são estudos de caso interessantes pois preparam este ano as respectivas candidaturas à certificação “cidade amiga das crianças” da UNICEF. Partindo do pressuposto de que as crianças são actores sociais com conhecimento válido e capazes de participação política, com um “direito à cidade”, e de um entendimento da infância como “espaços socioculturais”, efectivados pelas crianças, este projecto analisa a relação das crianças com o lugar a partir das suas próprias perspectivas, utilizando uma abordagem etnográfica, centrada na criança e participativa, assente uma pluralidade de recursos metodológicos. O objectivo principal é compreender como as crianças se relacionam e se apropriam dos espaços públicos urbanos e mais especificamente, como essas relações e apropriações do espaço envolvem a construção de “identidades criança-meio ambiente”; o papel que as TIC, bem como a arte tem nessas identidades; o modo como as crianças lidam com a diferença urbana (nomeadamente aquela associada ao turismo); o sentido de segurança das crianças e sua relação com a violência urbana; o modo como as crianças se relacionam com a natureza e o mundo não-humano; a agência de crianças e o seu sentido de comunidade e as suas práticas de transgressão. Considerando as crianças como “peritos”, pretendemos transpor esses dados para o planeamento urbano, fomentando o diálogo com a comunidade e os decisores a fim de projectar possibilidades para uma cidade amiga das crianças.
A equipa inclui sociólogos com forte experiência em estudos urbanos e etnografia, investigadores das áreas de sociologia da infância e desenvolvimento e outros membros com trabalho relevante na participação política de jovens, estudos de ciência e tecnologia e metodologias colaborativas. A PI, doutorada em sociologia, com formação em psicologia, trabalhou em questões relacionadas com os vínculos entre pessoas e lugares, o conhecimento local e a participação política, o envolvimento dos cidadãos em questões ambientais e metodologias qualitativas e colaborativas.

IR: Eunice Cristina do Nascimento Castro Seixas (SOCIUS/CSG/ISEG – ULisboa)
Co-IR: Paulo Alexandre do Nascimento Castro Seixas (CAPP/ISCSP)
Maria Benedita de Lemos Portugal e Melo (Instituto de Educação ULisboa);
João Miguel Trancoso Vaz Teixeira Lopes (FLUP);
Lígia Sofia Alves Passos Ferro (FLUP);
Idalina Maria Fernandes de Jesus (CIS/ISCTE-IUL);
Catarina Almeida Tomás (Instituto Politécnico de Lisboa).

FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia

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